Um Reencontro e o encontro do Guerrero com a Magnética.

Por: Fla hoje

Falando
de Flamengo – Quem acompanha minhas crônicas aqui, sabe que eu tenho descido a
marreta na Torcida do Flamengo. Tenho sido intransigente com o que considero a
falta de postura “Flamenga” durante os jogos. Nossa missão sempre foi colocar
esse time no colo e fazê-lo jogar… Ontem quando cheguei ao estádio conheci um
senhor. Seu Marcolino, 66, de Gramacho, Duque de Caxias, faltava uma hora para
o jogo, começamos a bater papo. Primeiro ele falou que era a primeira vez que
conhecia o novo Maracanã, e que havia ido meio que forçado, foi convencido pelo
filho, que seria uma boa ir ao jogo, já que não pagaria a passagem, nem o
ingresso.
Logo,
dito isso, ele começou a contar da sua primeira vez no Maracanã. Flamengo x
Bangu, 1966, segundo ele (confirmei no Google) tomamos um vareio de 3×0. Disse
ter ido embora chorando, de chinelos e short. A camisa acabou rasgada de ódio
ao fim do jogo em um protesto que a torcida fazia. Sua segunda lembrança foi o
gol do Deus da Raça, Rondinelli. Cara, Marcolino contando desse título, quase
chegou as lágrimas, a emoção do “coroa” veio a flor da pele. Emocionante.
Posso
dizer que ontem foi o dia do reencontro. Ontem, nada me incomodou na torcida.
Não percebi nada que não fosse apoio, como nos velhos tempos, uma corrente, uma
emoção a flor da pele. A Torcida empurrou a bola pro gol. A Torcida foi o pé do
Marcelo no chute do gremista no segundo tempo. Foi eu, foi o Marcolino e os
outros 50.000 presentes que estávamos lá jogando, pegando o time no colo.
Mais
importante do que um ídolo, é a comunhão da torcida com o time. Ontem
aconteceu. Ontem vencemos! A grande jogada do Guerrero não foi com a bola no
pé, começou antes mesmo da bola rolar, durante a semana as filas formadas nos
postos de vendas mostravam que a “Magnética” queria voltar. Sim, o ídolo trouxe
a torcida de volta, e esse foi o golaço do peruano. Que a competição tenha
começado aqui para a Nação. Que nos próximos jogos a Torcida continue jogando
junto, tenho certeza que se essa comunhão continuar até dezembro, teremos
muitos motivos para sorrir.
Ontem,
acabou o Caô. Estivemos juntos como sempre, estivemos juntos como em 66,  como em 78, ganhando ou perdendo ali fazendo
o nosso papel. Ah, e o seu Marcolino já se comprometeu em voltar, no próximo
jogo, no mesmo lugar da arquibancada, afinal, ele trouxe sorte!
Léo
Sardou

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