quarta-feira, setembro 30, 2020
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Um treinador estrangeiro no Flamengo em 2016.

Goal –
Todas as fórmulas já foram esgotadas e usadas. De treinador consagrado, mas que
apenas carrega este status pelo que fez no passado, até a novato que não
correspondeu. Agora é hora de fazer o que o Flamengo sempre fez no passado e
ajudou a desenvolver seu futebol: Um treinador estrangeiro para 2016.

O futebol
brasileiro, como eu costumo dizer, vive a Idade da Pedra tática. Antigamente
todos os europeus vinham para assistir aos times nacionais jogando e levavam
para a Europa o “estilo Brasil de jogar”. Hoje isso ficou no passado.
O esporte muda constantemente, a cada novo momento surge um fato novo que
altera tudo. Sempre foi assim. Desde o esquema WM da década de 30 até ao 4-3-3
revolucionário da Seleção Brasileira de 1958. Hoje o causador desta revolução é
Pep Guardiola com o que chamam de “Futebol Total do Século XXI”.
Maior
prova de que os times brasileiros ainda não viram que estão atrasados e
precisam de atualização está nos embates pelas Libertadores ou Mundial. Tirando
o Corinthians e Chelsea, onde a equipe inglesa praticava um futebol diferente,
retrancado e no anti-jogo, todos os demais tiveram problemas com formações
modernas. Até mesmo o inexpressivo Raja Casablanca e sua “marcação-saída
em bloco” surpreendeu o Atlético do Ronaldinho, que foi se superando na
América do Sul através de “milagres”.
Hoje o
Flamengo vive isso. É hora de entrar em outra Era. A desculpa financeira já
ficou para trás, o clube está mais estruturado nesta parte que em todas as
outras gestões, mas dentro de campo continua em débito, atrasado e muito longe
de conseguir alguma coisa. A solução para isso é um impacto imediato de visão
de futebol: Um treinador estrangeiro. O momento de “sacudir” é agora.
Mas
simplesmente um nome internacional não adianta, precisa é de tempo para
trabalho. De pouco terá valor contratar e demitir daqui a quatro meses, em meio
à pressão, como Gareca no Palmeiras ou Aguirre no Internacional. É dar
segurança e afirmar: Vai ficar até o fim da temporada! E nomes não faltam,
desde o brasileiro treinador interino do México Ricardo Ferretti, ex-Tigres,
até a Marcelo Bielsa, que está sem clube e sempre desejou trabalhar no Brasil.
Bielsa, inclusive, é o grande mentor de Jorge Sampaoli, treinador do Chile, e
Tata Martino, da Argentina.
Esta é
a decisão que a diretoria precisa tomar para 2016: Entrar na nova Era do
futebol ou ficar sempre com os mesmos nomes e lamentando derrotas que podem
levar à volta de velhos conhecidos da política Rubro-Negra.
Bruno
Guedes

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