Uma noite de amarguras…

Foto: Staff Image / Flamengo

GILMAR
FERREIRA
: Das três derrotas dos clubes cariocas na noite de quarta-feira a do
Botafogo para o Santos, no Pacaembu, talvez tenha sido a mais difícil de ser
digerida.

E não
apenas pelo fato de o gol único da partida ter saído na cobrança de uma falta
inexistente aos 50 minutos do segundo tempo inventada pelo árbitro baiano
Jaílson de Freitas.
Mas
pelo fato de o time de Jair Ventura ter se comportado bem, sem abandonar suas
ideias ofensivas, mesmo diante de um adversário tão qualificado como o santista.
Tivesse
ao menos um atacante com vocação de artilheiro, provavelmente teria voltado com
merecidos três pontos _ embora o empate sustentado até o último lance não fosse
ruim.
A
derrota do Vasco para o Corinthians, em São Januário, por sonoros 5 a 2, reflete
com nitidez a fragilidade do conceito defensivo do técnico Milton Mendes e,
obviamente, do time dele.
Com
cinco jogos, os vascaínos já têm a defesa mais vazada (ao lado do Atlético-GO),
com 14 gols sofridos _ nove para a dupla paulista Palmeiras e Corinthians.
E
antes que os torcedores queimem a recém-formada dupla de zaga (Breno e Paulão)
é bom que se perceba a fragilidade da linha intermediária, com apenas um
volante de contenção.
Volante
(Jean), aliás, que o técnico ou seu preposto neste jogo, tratou de sacar no
decorrer do segundo tempo, deixando o time exposto o suficiente para o
adversário consolidar a vitória.
Porque
o talentoso menino Douglas, de jogo intenso e efetivo, que em tese seria um
segundo volante, não é bom marcador e nem parece disposto a abrir mão de sua
participação ofensiva.
Menos
mal que Luís Fabiano começa a deslanchar e menos mal também que já se perceba o
quanto é ruim para o time ficar sem o futebol de Nenê _ mesmo em má fase.
Já no
caso do Flamengo, que perdeu a invencibilidade ao ser derrotado por 2 a 0 para
o Sport, em Recife, me parece evidente o descontrole emocional da dupla Muralha
e Márcio Araújo.
Porque
não é fácil manter a concentração e a autoconfiança diante do clamor contrário
à presença do goleiro e do volante entre os titulares.
Muralha
teve ao menos duas falhas bisonhas (uma na reposição de bola que originou o 1 a
0 do Sport) e Márcio Araújo terminou o jogo sem uma roubada de bola, seu ponto
forte.
O time
sentiu a ausência de Guerrero, que serve à seleção peruana, e Diego, o
organizador das jogadas ofensivas, ainda tenta readquirir o ritmo após cinco
semanas de ausência.
Não
está fácil conter a pressão sobre o técnico Zé Ricardo, apontado pelos
torcedores como o maior responsável pela presença da dupla questionada.
Rodrigo
Caetano, o chefe do departamento, precisará de habilidade e bom convencimento
para impedir que o Flamengo se veja novamente às voltas com a busca de um novo
técnico.

Compartilhe

O FlaHoje é um portal eletrônico de notícias voltado exclusivamente os torcedores do Flamengo. Nosso objetivo é mostrar as principais notícias com qualidade, rapidez e imparcialidade, focando notícias do nosso time favorito, o Rubro-Negro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.