terça-feira, setembro 22, 2020
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Uma vitória ainda que preocupante.

Sheik, o “MVP” do jogo.

Buteco
do Flamengo – O Flamengo venceu no Maracanã fazendo 3 gols. Ufa. Dois mitos
vencidos de uma só vez. Vencer na casa do Consórcio da Odebrecht, o que se
tornou estranhamente muito raro e ainda fazer 3 gols. Nem me lembrava mais a
última vez. Cheguei a crer que não era sequer permitido mais o Flamengo ter a
“audácia” de marcar mais de 2 gols em um adversário. 1 gol já é
complicado, 2 são motivos de fogos e mesmo assim. lembrando, não resolveram
contra o Santos.

E
como foi a partida, turbinada pelo “fator Cristóvão” depois de dias
de lamentações públicas pelas críticas que dizia serem ofensivas e racistas,
embora tenha sido capaz de citar apenas um único exemplo de quase 1 mês atrás
de um jornalista identificado, o qual não quis nomear, na confortável saída da
generalização. A emissora ESPN fez um show a parte, e, como é de praxe,
preferiu condenar a torcida pelo “crime” que ela não cometeu com uma
série de discursos acusatórios em que vitimizavam Cristóvão. Ora, quem não dá
resultado é criticado. Simples assim. Se comete erros em série as críticas
sobem proporcionalmente e com o tempo, exponencialmente. Até a direção tomar
tenência e demitir o profissional.  É uma
forma de proteção do “sistema”.
E
neste jogo contra o AtléticoPR o Cristóvão começou armando o time bem. Como,
tenho que reconhecer, vem fazendo nos últimos jogos. Confesso que quando olhei
a escalação gelei. Mas recuar o Alan Patrick como um terceiro volante e deixar
o Marcio Araujo mais à direita como “linha auxiliar” do Pará foi uma
bela armação tática do Cristóvão. Ederson, o estreante, embora um tanto sumido
no primeiro tempo, no segundo tempo se soltou mais e participou mais do jogo,
buscando sempre a objetividade. Sheik, em uma noite inspirada, fez a sua, acho
eu, melhor partida pelo Flamengo. Sendo o dono do time, o craque da bola. O
Flamengo o procurava em campo, como um magneto. Fazia a bola girar e se
deslocava facilmente. Parado com faltas, sua atuação acabou amarelando vários
jogadores adversários. O Pará também jogou muito bem. Também acho que foi sua
melhor atuação pelo Flamengo. Não tendo medo de ir a linha de fundo, talvez
pelo deslocamento do Marcio Araújo em seu setor, lembrando os tempos em que
fazia isto pelo Leo Moura com Luxemburgo.
Everton
e Jorge com atuações seguras, Alan Patrick com belo gol de falta e ótimos
lances de bola parada. Enfim, um time bom de se ver.
Mas…
Temos
o elo fraco. Um time tem que se preocupar com seu elo fraco. Não adianta ter
craques, jogadores ótimos, os elos fracos é que dão a medida de sucesso de uma
equipe ao longo do campeonato. Um setor fraco é explorado pelo adversário e
quebra uma atuação boa do time. Vimos isto contra o Santos. Flamengo em boa
atuação com Guerrero, Sheik, jogando bem, alegrando a torcida, mas tinha o
goleiro Paulo Vitor fora de ritmo, e, como visto depois, ainda com edema na
perna fraturada, sofrendo dois frangaços e afundando o time. Elo fraco. 
E
neste jogo o elo mais fraco, nossa zaga, ficou cristalina. Temos dois zagueiros
com as chuteiras coladas no chão. Péssimos em bolas aéreas. O zagueiro
recém-contratado, César Martins, que, ao chegar, saiu do táxi do aeroporto e já
foi direto pro campo jogar, está muito mal. Não é a toa que o Benfica o
dispensou rapidamente. Sem tempo de bola algum pelo alto e sem impulsão. É um
completo inútil em bolas levantadas na área. E Wallace? Há tempos não jogando
bem, é outro que está em má fase, enervando toda torcida. Embora tenha marcado
o primeiro gol. É uma dupla limitada. Ainda não entendo a perda da titularidade
do Marcelo, embora reconheça que há uma grande e injustificada perseguição da
torcida com ele. Marcelo é nosso melhor zagueiro em bolas altas. E taticamente
bastante eficiente. Samir, enquanto não está no Departamento Médico, não pode
ser reserva neste time,  embora ainda
seja taticamente tão indisciplinado quanto Wallace, saindo da linha a todo
momento deixando de guardar a posição defensiva, além de se aventurar na frente
com o time precisando manter resultado.
Isto
me preocupa. Como o treinador ainda não percebe esta falha crônica? São 4 gols
de bolas cruzadas em 3 jogos. É muito. Tem que treinar mais. E não é só
zagueiros, os goleiros não tiram os pés da linha de gol. Técnico e preparador
de goleiros bastante deficientes neste fundamento. Atacantes sobem para
cabecear no meio da área sozinhos, sem combate. Como termos isto no Flamengo? É
inconcebível. Se os jogadores não melhoram com o treinamento, troque os
titulares. Do jeito que está não dá. Este “elo fraco” será explorado
mais a fundo pelos adversários. Hoje escanteio contra o Flamengo já pode ser
considerado um pênalti.  E não adianta o
técnico vir com boas soluções do meio para a frente com a zaga nesta draga que
está nas bolas aéreas. O adversário sabe. Ele estuda. Então explora. E um jogo
que poderia se tornar positivo para o Flamengo vira empate. Ou derrota. E então
vem as críticas contundentes. Sacou Cristóvão?
Por
Flavio H Souza
twitter:@PedradaRN

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