quinta-feira, setembro 24, 2020
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Vasco leva vaga com ajuda do árbitro e erros de Luxa.

Rodrigo
Mattos – Em um confronto parelho, o Vasco contou com um erro claro da
arbitragem para bater o Flamengo e levar a vaga na final do Estadual. Poderia
ser encarada como uma compensação pelo título perdido com falha do juiz em 2014
diante do mesmo rival. A questão é que os árbitros da Ferj (Federação de
Futebol do Estado do Rio de Janeiro) mais uma vez mancham um jogo decisivo.
O
início do clássico tinha um cenário similar à primeira semifinal: pouco
promissor tecnicamente com leve predomínio do Vasco. Pelo menos não havia a
violência da outra partida. Com vantagem territorial, os vascaínos ameaçavam
com bolas pelo alto já que lhe faltavam recursos para jogar pelo chão.
A
partir do momento em que acordou, o Flamengo tinha em Éverton seu jogador mais
perigoso. Chutou bola por cima e cruzou para Alecsandro desviar para o gol,
parado por linda defesa de Martín Silva. Até então o erro do juiz Rodrigo Nunes
de Sá era não ter expulso Christiano que enfiou a sola nas costas de Andreson
Pico com violência similar a de Jonas no primeiro confronto.
Sem
que ninguém pensasse o jogo no meio de campo, dos dois lados, a correria
predominava sobre a articulação de jogadas. Assim, a arma do Vasco era uma
postura tática superior a do Flamengo. Já os rubro-negros tinham jogadores
melhores à frente.
Era
esse o contexto quando Márcio Araújo perdeu a bola e gerou o contra-ataque do
Vasco nos pés de Rafael Silva. A bola chegou em Serginho que apenas dividiu com
Wallace. O juiz inventou um pênalti. Nos festejos do gol, Gilberto e Rafael
Silva foram para arquibancada e não levaram amarelo, que seria o vermelho para
o centroavante. O árbitro não tinha critério e prejudicava o Fla.
A partir
daí, Vanderlei Luxemburgo se encarregou de garantir a manutenção do placar.
Tirou Éverton (o mais perigoso do Fla) e Marcelo Cirino do campo por Eduardo da
Silva e Gabriel -manteve Márcio Araújo e seus erros de passe. O time ficou
perdido e sem poder de reação, o que seria perfeitamente possível pois faltava
metade de um tempo.
Do
outro lado, Doriva teve méritos por armar um time ao menos competitivo com
jogadores limitados, algo similar ao que ocorreu no Botafogo seu rival na
final. Mas não dá para apagar: chegou à decisão na base do apito. E logo após a
pressão do presidente vascaíno, Eurico Miranda, aliado da Ferj.

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