Veja as regiões que mais demitiram treinadores em 2017.

GLOBO
ESPORTE
: Vida de técnico de futebol não é nada fácil. Isto nem é mais novidade.
Mas, ao que parece, a situação destes profissionais no Nordeste é ainda mais
complicada. Levantamento do GloboEsporte.com mostra que nada menos do que 112
treinadores já deixaram seus cargos entre a pré-temporada e estes primeiros
meses de temporada de 2017. A maioria foi por demissão mesmo, ainda que haja
casos de acordos entre as partes e pedidos de demissão. O número que realmente
chama a atenção, no entanto, é que de todos estes, nada menos do que 66 foram
demitidos de clubes nordestinos.
O
índice é alto. Extremamente alto, na verdade. Nada menos do que 58,92% dos
técnicos que perderam seus empregos comandavam clubes da Região Nordeste. E, no
topo do ranking dos estados onde a profissão de técnico sofre com maior
instabilidade, está a Paraíba, onde 12 profissionais já foram substituídos
(numa média de um técnico substituído a cada rodada do Campeonato Paraibano de
2017).
Em
nenhum outro lugar do país tantos foram demitidos em tão pouco tempo. No
estado, apenas o líder Botafogo-PB mantém desde o início da pré-temporada o seu
técnico Itamar Schülle (que, inclusive, é um dos raros treinadores de clube do
país que permanece no cargo desde o início do ano passado).
Na
verdade, o lanterna do Paraibano, o CSP, também está sendo comandado desde o
início da temporada por um mesmo nome, mas o caso do Tigre é atípico porque o
técnico é também o presidente do Conselho Deliberativo, Josivaldo Alves, que a
rigor é quem manda na agremiação. Neste caso, portanto, o empregador e o
empregado são a mesma pessoa. E acaba que “não pode” ser demitido. Os
outros oito clubes da primeira divisão paraibana já mudou de técnico ao menos
uma vez, incluindo nesta lista o atual bicampeão paraibano, o Campinense.

No
lado oposto, o Paraíba de Cajazeiras já acumula três mudanças. Começou a
temporada sendo treinado por Jorge Luís, colocou no seu lugar Paulo Sales,
depois mudou para Alexandre Duarte e por fim chegou a Neto Maradona. Este
último, inclusive, é talvez o melhor exemplo para debater a instabilidade dos
técnicos de futebol em seus clubes. Nos últimos tempos ele vem trabalhando
também como taxista, justamente para minimizar os efeitos das incertezas
inerentes ao cargo.
– Não
mudei de profissão. Continuo sendo técnico. O táxi é apenas uma alternativa,
uma opção que a gente precisa ter. Porque na nossa região, o campeonato é curto
e as vezes você inicia um estadual, mas não termina. Aqui não tem como eu cair,
aqui vou ser permanentemente o treinador da viatura – explicou o
técnico/taxista logo quando começou na nova profissão, já preocupado com a
“dança das cadeiras” da vida de treinador.
A
propósito, um dado curioso: as sete primeiras colocações do ranking de
demitidos dos estados são compostos por unidades federativas nordestinas. Além
da liderança paraibana, Sergipe e Bahia dividem a segunda colocação (10
mudanças de técnicos cada), Ceará aparece na quarta colocação (com nove
mudanças), Rio Grande do Norte em quinto (sete mudanças) e Alagoas e Pernambuco
dividem a sexta colocação (seis mudanças).
Dos
nordestinos, aliás, apenas o Piauí (com quatro) e o Maranhão (com dois) não
estão no topo da tabela entre os piores destinos para treinadores irem
trabalhar.
Com
relação aos clubes individualmente, dois chamam a atenção. Apenas o sergipano
Amandense modificou quatro vezes os seus técnicos. Logo depois aparece o tal
Paraíba, com três. São os dois únicos clubes do Brasil que realizaram mais do
que duas mudanças ao longo do ano. No Amandense, inclusive, duas das mudanças
aconteceram ainda na pré-temporada, antes mesmo da bola rolar.
O resto do Brasil
O
levantamento toma como parâmetro os técnicos de clubes que estão jogando a 1ª
divisão dos diferentes campeonatos estaduais Brasil afora. E, talvez por isso,
a Região Norte possua tão poucas mudanças. Isto porque, dos sete estados, em
apenas três o campeonato começou: Acre (quatro mudanças), Pará (três) e
Rondônia (uma mudança).
As
outras mudanças aconteceram nas três regiões restantes. No Centro-Oeste
aconteceram 16 mudanças; no Sudeste, 13; e no Sul, 8.
Contando
apenas os estados de fora do Nordeste, Rio de Janeiro e São Paulo aparecem com
cinco mudanças cada, mas nenhum dos oito clubes grandes destes estados
(Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, São Paulo, Santos, Corinthians e São
Paulo) passaram por mudanças.
Com
relação às regiões, inclusive, é bem verdade que elas têm diferentes números de
estados, mas mesmo na média o Nordeste lidera com folga. Pois a média
nordestina é de 7,33 mudanças por estado, enquanto que o Centro-Oeste, que
aparece em segundo lugar de média, tem quatro mudanças por estado. Quase a
metade. E como a média nacional fica em 4,14 mudanças de treinador por estado,
o Nordeste é a única região que está acima dela.

Por: FlaHoje

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