domingo, setembro 27, 2020

Vexame.

Flamengo
RJ – O que dizer depois de mais um vexame, como foi essa nova derrota para o
nosso maior rival?

Mais
uma vez fomos derrotados por um time com média de idade de 30 anos e que havia
jogado uma partida desgastante no meio da semana, enquanto o nosso time passou
a semana descansando e se preparando para o jogo.
Ao
final da partida o rival esbanjava fôlego enquanto nossos jogadores pareciam
extenuados.
Nosso
time parecia uma caricatura mal feita daquele que conquistou as seis vitórias
seguidas que nos levaram a sonhar com a vaga para a Libertadores.
Voltamos
a jogar aquele futebol horroroso de quando estávamos beirando a zona de
rebaixamento.
O time
jogou descompactado, com grandes espaços entre os setores e uma enorme lentidão
para recompor o sistema defensivo quando o adversário tomava a bola.
Fizemos
um gol em uma jogada trabalhada em que o Jorge colocou a bola na cabeça do
Guerreiro que deu um passe primoroso para o Emerson que tocou por debaixo das
pernas do goleiro.
A
partir daí tivemos a enganosa sensação de que a vitória seria certa diante do
desespero que se dominaria o time adversário.
Essa
sensação ainda aumentou depois que terminamos o primeiro tempo em vantagem sem
que o rival não levasse nenhum perigo à nossa meta.
Veio o
segundo tempo e perdemos, logo no início, três chances claríssimas de ampliar a
vantagem e como diz o Murici a bola pune.
Em uma
falta mal marcada quase na intermediária da nossa defesa tomamos o gol de
empate em uma falha do Paulo Vitor, que pareceu desatento e pulou atrasado.
E para
nosso azar, logo após o juizinho novamente nos prejudicou, marcando um pênalti
em um lance que claramente o Jorge não teve a menor intenção de colocar a mão
na bola.
A
partir daí o time deles fez o que o nosso deveria ter feito após ter ficado em
vantagem no marcador. Se fechou na defesa tentando explorar o contra-ataque e
nós passamos a jogar bolas na área, que invariavelmente eram rebatidas pela
defesa adversária.
Espero
estar redondamente enganado, mas essa derrota, principalmente pela forma
desordenada e sem alma que o time jogou, me faz desacreditar na conquista da
vaga para a Libertadores.
Time
sem alma, sem vergonha, sem raça, mas com salário em dia.
ATUAÇÕES
Bolão: A torcida, que ocupou
três quartos do Maracanã.
Bola: Jorge, pelo belíssimo
centro na jogada do primeiro gol e porque foi um dos poucos que demonstrou raça
em campo, pois mesmo machucado disputou todas as jogadas, não tirando o pé nas
bolas divididas.
Bolinha: Todo o restante que
entrou em campo, principalmente o Guerreiro que, a não ser na jogada do gol,
foi completamente dominado pela zaga adversária. Atuação mais do que bisonha.
Gustavo
Sampaio

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