Vitória boa e incontestável do Flamengo.

Everton e Berrio comemorando gol do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

ESPN
FC:
Por Marcos Almeida, do Nosso Flamengo

A
incógnita que fica, depois do jogo de ontem, é: como Alex Muralha teve chance
na seleção brasileira e Vanderlei não? Melhor goleiro do país desde o ano
passado, o santista foi fundamental para que o Flamengo não saísse da Ilha do
Urubu com a vaga assegurada na semifinal da Copa do Brasil. Apesar de suas defesas,
a Nação dormiu feliz. O Mengão ganhou, ganhou jogando bem.
Começamos
a jogar bem antes mesmo do apito inicial. Criticado com deveras justiça, nos
últimos tempos, Zé Ricardo fez excelente leitura do estilo de jogo do Santos.
Surpreendeu ao escalar Pará no lugar de Rodinei. Instantes antes de a bola
rolar, já à beira do gramado, justificou – queria que nossos laterais
infiltrassem pelo meio, explorando os espaços no sistema defensivo do rival. E
foi essa a tônica do jogo, principalmente no primeiro tempo: os 2 volantes
deles “encaixotando” Diego, liberando o resto do Flamengo para avançar, com
Jean Mota não dando conta das subidas de Pará e Berrío. O colombiano ainda se
atrapalha, toma algumas decisões equivocadas, mas foi o melhor do Mengo em
campo. Só não marcou por causa de Vanderlei.
Para
atravessar o paredão, apenas através de bolas indefensáveis. E assim o Mais
Querido fez a Ilha do Urubu explodir pela primeira vez. Com liberdade para
fazer o pivô, Guerrero deu lindo toque para Éverton, que passou facilmente pela
marcação e acertou grande chute, com o pé “ruim”. Por ordem de Zé Ricardo, a
partir daí o time deu uma desacelerada. Provavelmente para não correr o risco
de sofrer o temido gol dentro de seus domínios.
O
Santos passara a necessitar tomar as ações do jogo, e o Flamengo se comportou
bem, diante do quadro, no segundo tempo. Viu Vanderlei impedir um golaço de
bicicleta de Berrío, e o bandeira anular corretamente um gol de Copete, na
melhor chance deles na partida. A maldita regra do gol fora transforma o
futebol. Faz o 0x0 em casa parecer melhor que o 2×1, dá ao 1×0 aspecto de
goleada. Mas 1×0, nesse jogo, ainda era pouco.
A
justiça foi feita em um golaço de Cuéllar, novo queridinho da torcida e
imprensa. O volante não desempenhava grande atuação, entregou 2 contra-ataques
em curto intervalo de tempo, porém – agora ainda mais – está com status de
super-herói. Não por mérito próprio, mas pelo fraco parâmetro estabelecido por
Willian Arão, Rômulo e, principalmente, Márcio Araújo. Nosso camisa 8 teve
liberdade total para avançar com a bola, concedida pelo meio-campo adversário.
Assim fez, diversas vezes, complicando-se, sozinho, em todas elas. Não era jogo
para testar Ronaldo, mas o garoto pede passagem.
Quem
deveria ter sido testado lá no começo do ano é Juan. Conhecemos ele desde o
princípio da carreira. É craque de bola, um dos melhores zagueiros do planeta
nos últimos 20 anos. Não “aguentou o tranco” no início do Brasileiro do ano
passado, é verdade, mas impressiona o quão tem jogado bem. Deixou o gramado
sentindo a coxa e não conseguirá disputar todas as partidas, mas pode ser
extremamente importante ao Flamengo, mesmo nessa maratona que é o calendário do
futebol brasileiro.
No
ataque, novamente o time enfrentou dificuldades para fazer gols. Dessa vez fica
difícil dizer se foi a incompetência de sempre ou a excelência do goleiro
rival. Apesar de não ter marcado, Berrío vem reconstruindo a imagem com o
torcedor. Ainda enfurece em uma série de lances, mas tem algo que rubro-negro
adora e admira: é raçudo, vibra.
 “Ah, mas por que o blogueiro faz questão de
falar tanto do Vanderlei?”
Por
dois motivos. Primeiramente, porque se não fosse esse infeliz, o Flamengo
talvez tivesse construído uma goleada. Em segundo lugar, pela necessidade de
abrir os olhos à importância de contar com um grande goleiro. Ao sair
pessimamente em cruzamento, vindo da direita do ataque do Santos, Thiago
cometeu um erro crasso – parelho aos de Alex Muralha – pelo terceiro jogo
consecutivo. Sorte nossa que, mais uma vez, a falha não comprometeu. Bom também
para ele, que segue tendo “tranquilidade” para amadurecer.
A
segunda prioridade da diretoria rubro-negra, hoje, deveria ser buscar um bom
goleiro. Atrás apenas de reavaliar – e reduzir – o preço dos ingressos para a
Ilha do Urubu.
No Dia Internacional do Orgulho LGBT, nada melhor
– e mais justo – que uma boa vitória do nosso Flamengo. Aquele que é, e sempre
há de ser, o clube de todos.

Por: FlaHoje

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