quarta-feira, setembro 23, 2020
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Vitória da concentração defensiva absoluta do Flamengo.

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

ANDRÉ
ROCHA
: Os 3 a 3 da final da Taça Guanabara, com derrota nos pênaltis, deixou
claro para o Flamengo que enfrentar o jovem Fluminense de Abel Braga, time de
intensidade, volume de jogo e ímpeto ofensivo, exigiria concentração absoluta
no trabalho defensivo.

O
resultado prático no Maracanã foi o Fla de Zé Ricardo novamente no 4-1-4-1,
desta vez com Berrío pela direita na vaga de Gabriel. Depois Rômulo sairia com
lesão no joelho para a entrada de Mancuello que, por características e
limitações físicas, por vezes ficava mais adiantado, com a equipe voltando ao
4-2-3-1.
Primeiro
tempo de controle da posse e postura ofensiva, com Willian Arão atento à saída
de bola do jovem Wallace, bloqueando as descidas de Lucas, que se manda sem
posição física e deixa o volante Orejuela guardando sua posição. Muita atenção
no cerco aos pontas Richarlison e Wellington Silva e Márcio Araújo ágil no
auxílio aos zagueiros e ligado nos movimentos de Sornoza.
Ofensivamente,
jogo pelos flancos, com os pontas Berrío e Everton buscando as diagonais e
Mancuello e Arão se aproximando de Guerrero. Passes simples, jogadores próximos
e encontrando soluções diante da pressão dos adversários sobre o oponente com a
bola.
Nas
jogadas aéreas, forte do Flu nos jogos mais duros, atuações esplêndidas de
Réver, Rafael Vaz e Guerrero, o mais sacrificado na execução do modelo de jogo
sem Diego. Precisando recuar para ser o armador, fazer o pivô, disputar com os
zagueiros adversários nas ligações diretas e ainda acelerar os contragolpes,
especialmente na segunda etapa.
Porque
o Flamengo que sofre para ir às redes ganhou de presente no primeiro tempo a
furada grotesca de Renato Chaves que Everton não desperdiçou. Gol único de uma
vitória construída por um trabalho coletivo que é mérito do quase sempre
contestado Zé Ricardo. Equipe que soube sofrer, mas criou alguns contragolpes
que Leandro Damião e Matheus Sávio, substitutos de Guerrero e Berrío, não
aproveitaram.
É
evidente que a final está aberta, até pelo jogo decisivo do Flamengo na
quarta-feira pela Libertadores contra a Universidad Católica. Porque a
concentração defensiva terá peso ainda maior. Nos primeiros noventa minutos da
final carioca foi a diferença.

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