quarta-feira, setembro 23, 2020
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Vocação pra golear.

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

BUTECO DO FLAMENGO: Salve, Buteco! Alguém saberia me dizer
se os times de menor investimento que disputam o Campeonato Estadual do Rio de
Janeiro/2016 estão particularmente mais fracos do que em edições anteriores ou
o Flamengo é que vem apresentando melhor futebol e com isso obtendo placares
mais elásticos com mais facilidade? Parece inegável que, com a boa saída de
bola proporcionada por jogadores como Rodinei, Juan, Jorge e, agora, Cuéllar,
além do esquema tático ofensivo funcionando com pontas do nível de Marcelo
Cirino e Emerson Sheik, além de meias como Willian Arão e Mancuello, a tarefa é
facilitada. Porém, Muricy Ramalho parece ter escolhido uma filosofia de jogo
perfeitamente adequada à tradição flamenga de atacar, marcar gols, golear, e à
medida em que o time vai se entrosando o time cria cada vez mais situações de
gol. Falta agora aprimorar o último passe e as conclusões.

No Fla-Flu de Brasília, por exemplo, contingências como a
expulsão de Cuéllar e a maratona de jogos enfrentada por boa parte do time
titular colocaram em risco uma vitória que tinha tudo para estar assegurada
quando da parada técnica ocorrida na segunda etapa acaso algumas das inúmeras
chances criadas houvessem sido aproveitadas. Ontem, em Volta Redonda, contra o
Resende, após um início fulminante, a equipe se desconcentrou dentro de campo
e, por mais que tenha diminuído o ritmo, pode-se dizer, diante da existência de
muitos espaços oferecidos pelo adversário, que o time errou bastante o
“último passe”, só vindo a retomar a precisão após a volta no
intervalo, fazendo um segundo tempo “mais ligado” na partida. Enfim,
não estou reclamando de uma vitória com bom futebol em um clássico e nem de uma
goleada com cinco gols (mais uma!), mas apenas pontuando que é um dos aspectos
em relação aos quais o time precisa evoluir, até para otimizar uma das
principais características desse esquema tático.
***
Muricy começa um trabalho promissor no Flamengo. Gosto do
fato de ter sido recebido e ainda ser completamente desacreditado não apenas
pela mídia esportiva brasileira, como também pela torcida
“arco-íris”, ambas se apressando em compará-lo a Tite com o indisfarçável
intuito de desmerecê-lo por antecipação. A situação combina bastante com o
estilo “fênix” do Flamengo, que apresenta o seu melhor quando é
subestimado. Mantendo os pés no chão, é claro que o time tem um longo caminho a
percorrer, inclusive em nível de manutenção de regularidade nas apresentações,
mas até aqui, tomando especialmente os desafios mais difíceis, decepcionou bem
menos do que surpreendeu, e inegavelmente o treinador começa a entregar aquilo
que havia prometido quando assumiu o time: posse de bola, velocidade e
intensidade na transição e evolução de jogo, ofensividade, marcação compacta e
alto índice de acertos de passe. Tudo isso pode ser apresentado em qualidade e
quantidade bem superiores, mas seria um erro negar que o começo é promissor e
até surpreendente para quem foi recebido e ainda é tratado com tanto ceticismo
e descrédito.
***
Apesar de todas as complexas e duras disputas que o clube
trava fora de campo, acho que a sorte do clube começa a mudar em seu
Departamento de Futebol, claro que em maior parte por conta do aprendizado com
os erros cometidos no primeiro triênio e de opções corretas tomadas no início
dessa nova etapa – escolha do treinador e investimento em tecnologia no preparo
e recuperação de atletas são exemplos.
Acredito que o Flamengo teve até um pouco de sorte (repito,
aliada a competência!) na escolha dos atletas que vieram para compor o elenco.
Exemplo: o excelente e indiscutível Marcelo Diaz, favorito da torcida, talvez
exigisse um grau de “compactação” do esquema tático bastante difícil
de se alcançar em um início de trabalho, algo que poderia exigir da impaciente
torcida um nível de compreensão que talvez não estivesse preparada para ter. Já
Cuéllar e sua grande capacidade de marcação parecem se adaptar melhor ao
momento do elenco (composição da zaga, por exemplo), do Departamento de Futebol
e do próprio clube.
***
Três rápidas enquetes com @s [email protected] do Buteco:
1) Quem se tornará ídolo primeiro? a) Mancuello; b) Cuéllar
ou c) ambos cairão igualmente nas graças da Maior do Mundo?
2) Qual seu goleiro titular: a) Paulo Victor ou b) Muralha?
3) Qual é o seu zagueiro central titular: a) Wallace, b)
César Martins ou c) Léo Duarte?
Bom dia e SRN a [email protected]
Gustavo Brasília

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