terça-feira, setembro 29, 2020
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VP do Flamengo é ‘atacado’ após foto em protesto.

Foto: Reprodução/Facebook

LANCE:
A foto de um dirigente do Flamengo gerou muita polêmica neste domingo. A imagem
de Claudio Pracownik, vice-presidente de finanças do Rubro-Negro, indo aos
protestos no Rio de Janeiro com sua esposa e uma babá empurrando o carrinho com
seus filhos deu muito o que falar e viralizou na internet. Ao ver a repercussão
do caso, o cartola do Fla escreveu um texto se defendendo. Ele alegou que não
via problema em estar acompanhado por uma funcionária regulamentada.


Ganho meu dinheiro honestamente, meus bens estão em meu nome, não recebi
presentes de construtoras, pago impostos (não, propinas), emprego centenas de
pessoas no meu trabalho e na minha casa mais 04 funcionários. Todos recebem em
dia. Todos têm carteira assinada e para todos eu pago seus direitos sociais (…)
A babá da foto, só trabalha aos finais de semana e recebe a mais por isto. Na
manifestação ela está usando sua roupa de trabalho e com dignidade ganhando seu
dinheiro – escreveu Pracownik em sua conta no Facebook.
Na
imagem, Claudio Pracownik aparece com uma camisa do Flamengo nas cores verde e
amarela. Um grupo de torcedores do clube criticou a atitude do dirigente ao ir
para as manifestações desta forma. Em sua página no Facebook, a “Comuna
Rubro-Negra” diz que ele “sujou o manto sagrado”.
– A
Comuna Rubro-Negra repudia a atitude de Claudio Pracownik, vice-presidente de
finanças do Flamengo, que sujou o manto sagrado ao utilizá-lo na manifestação
golpista deste 13 de março. Como se não bastasse, ele virou merecidamente piada
na internet por ser a caricatura do que significam esses atos majoritariamente
compostos por brancos de classe alta e média que odeiam as transformações pelas
quais passou o país – postou a página.
Veja a íntegra do texto publicado por
Claudio Pracownik:
“Sí
Pasarán!”
Ganho
meu dinheiro honestamente, meus bens estão em meu nome, não recebi presentes de
construtoras, pago impostos (não, propinas), emprego centenas de pessoas no meu
trabalho e na minha casa mais 04 funcionários.
Todos
recebem em dia. Todos têm carteira assinada e para todos eu pago seus direitos
sociais.
Não
faço mais do que a minha obrigação! Se todos fizessem o mesmo, nosso país
poderia estar em uma situação diferente.
A babá
da foto, só trabalha aos finais de semana e recebe a mais por isto. Na
manifestação ela está usando sua roupa de trabalho e com dignidade ganhando seu
dinheiro.
A
profissão dela é regulamentada. Trata-se de uma ótima funcionária de quem, a
propósito, gostamos muito.
Ela é,
no entanto, livre para pedir demissão se achar que prefere outra ocupação ou
empregador. Não a trato como vítima, nem como se fosse da minha família.
Trato-a com o respeito e ofereço a dignidade que qualquer trabalhador faz jus.
Sinto-me
feliz em gerar empregos em um país que, graças a incapacidade de seus
governantes, sua classe política e de toda uma cultura baseada na corrupção
vive uma de suas piores crises econômicas do século.
Triste,
só me sinto quando percebo a limitação da minha privacidade em detrimento de um
pensamento mesquinho, limitado, parcial cujo único objetivo é servir de
factoide diversionista da fática e intolerável situação que vivemos.
Para
estas pessoas que julgam outras que sequer conhecem com base em um fotografia
distante, entrego apenas a minha esperança que um novo país, traga uma nova
visão para a nossa gente. Uma visão sem preconceitos, sem extremismos e
unitária.
O
ódio? A revolta? Estas, deixo para eles.
Veja a íntegra do texto publicado pela
Comuna Rubro-Negra:
A
Comuna Rubro-Negra repudia a atitude de Claudio Pracownik, vice-presidente de
finanças do Flamengo, que sujou o manto sagrado ao utilizá-lo na manifestação
golpista deste 13 de março. Como se não bastasse, ele virou merecidamente piada
na internet por ser a caricatura do que significam esses atos majoritariamente
compostos por brancos de classe alta e média que odeiam as transformações pelas
quais passou o país: sua foto com a versão verde-amarela da camisa do Fla
puxando o cachorro enquanto a babá negra segue, atrás, carregando o carrinho de
bebê que os pais têm preguiça de levar, é a síntese daquilo que condenamos. Em
sua página no Facebook, Pracownik ainda começa sua defesa/desabafo com a frase
“Sí, pasarán”, invertendo o clássico lema antifascista. Asqueroso.
Vale lembrar que Claudio Pracownik é banqueiro: seu negócio floresce na esteira
de uma política monetária conservadora e, ironia das ironias, o governo Dilma,
contra o qual ele protesta, fraquejou na tentativa de reduzir os juros. Desde
que a então presidente do clube Patrícia Amorim presenteou o candidato tucano
José Serra com a camisa azul e amarela do Flamengo número 45 para apoiar sua
campanha que o manto sagrado não sofria uma degradação tão grande.

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