segunda-feira, setembro 28, 2020
Início Notícias Zé Ricardo criou um Flamengo forte.

Zé Ricardo criou um Flamengo forte.

Cirino cresceu com o novo técnico – Foto: Gilvan Souza

GOAL: A
cada nova partida do Flamengo e escalação divulgada, a torcida do Flamengo e
grande parte dos jornalistas (inclusive este que escreve) cornetam as escolhas
do técnico. Sim, cornetam, porque as opções escolhidas respondem a todos com a
posição do time na tabela. Com uma equipe repleta de jogadores questionáveis,
Zé Ricardo transformou um elenco irregular num coletivo forte para brigar pelo
título.

Quem
não vive o dia a dia do clube, por consequência não entende o que se passa nos
treinos, vive questionando opções como Márcio Araújo, Marcelo Cirino,
Éverton… mas a verdade é que o Zé sabe muito bem o que está fazendo. Sem
grandes estrelas que possam resolver ainda – Diego nem estreou – o treinador
montou uma equipe equilibrada e cujo craque maior é o coletivo. É dele que
surge a força que equilibrou a parte tática extraindo de cada jogador o que ele
pode fornecer a partir das suas características.
E foi
com o que cada um pode oferecer que Zé achou um time que consegue explorar o
lado de campo, com dois pontas, voltando no tão comentado 4-1-4-1 quando está
sem a bola. Essa configuração deixou o Flamengo forte atacando e defendendo,
além de recuperar jogadores criticados. É o caso de Márcio Araújo, por exemplo.
Ele não tem o esmero técnico do Ronaldo, nem as subidas ao ataque do Cuellar,
mas tem a dedicação necessária para o time se posicionar defensivamente.
Marcelo
Cirino é outro. Ao contrário do que muitos pensam, os jogadores abertos pelas
pontas não é para ser “assistente de lateral”. Ele está ali para dar
amplitude ao ataque e forçar a defesa adversária a ter mais espaços, já que
precisa marcar os dois extremos do seu campo defensivo. Além do mais, consegue
um corredor para ser explorado também pelos laterais, ganhando mais gente na
transição ofensiva. Foi com esse artifício que o técnico conseguiu por vezes
até oito jogadores atacando.
Quase
sempre o time sufocou e por diversas vezes foi superior aos rivais. Se não
conseguiu placares expressivos, aí é problema técnico individual. Será que foi
coincidência o crescimento do Paolo Guerrero justamente quando essas ideias,
que precisam de tempo para desenvolvimento e aprimoramento, começaram a se
fixar entre os atletas? Não. Foi trabalho. Muito trabalho.
Vai
começar o segundo turno. Novos jogos virão. Novos questionamentos sobre as
escalações também. Mas enquanto isso a caravana passa, Zé Ricardo faz o que
parecia impossível e o Flamengo briga por algo que nem ele imaginaria.
Por Bruno
Guedes

MAIS LIDOS

Neto detona o Flamengo após tentativa de adiar a partida contra o Palmeiras

Conhecido por suas furtes e polêmicas declarações, Neto, apresentador do 'Os Donos da Bola", da TV Bandeirantes, fez duras críticas a conduta do Flamengo...

Mauro critica Felipe Melo no empate com o Fla

Na tarde deste domingo, o Flamengo mediu forças diante do Palmeiras, empatando o jogo em 1 a 1, em um jogo onde os torcedores...

Presidente do Atlético-MG afirma que vai pedir a exclusão do Fla do Brasileirão

Após muita polêmica, a partida entre Palmeiras e Flamengo foi realizada. O ocorrido gerou muitas reclamações de outros clubes pelo fato de o time...

Fla hoje: Hugo ou César na Libertadores?

O Fla hoje agora está focado na disputa da Libertadores da América. Na próxima quarta-feira, o Rubro-negro carioca tem pela frente um dos jogos...