Zé Ricardo testa Mancuello como “dublê” de Conca no Flamengo.

Por: Fla hoje

Crédito: Gilvan de Souza (Flamengo)

ANDRÉ
ROCHA
: Dario Conca já trabalha na recuperação da séria lesão no joelho para
poder estar apto o quanto antes para estrear no Flamengo.

Desde
a primeira entrevista depois da confirmação da chegada do meia argentino, o
técnico Zé Ricardo deixa claro que pensa no time com o reforço e Diego juntos
na armação das jogadas, partindo a princípio do mesmo 4-2-3-1 que se afirmou no
ano passado.
Ou
seja, um dos dois meias seria o ponta articulador, que sai do lado do campo e
circula pelo setor ofensivo com liberdade para deixar o desenho tático menos
engessado que com os dois ponteiros fixos. Zé Ricardo sinaliza a montagem do
time para que os movimentos já estejam assimilados até a entrada de Conca.
Para
isso é preciso uma espécie de ”dublê” e, pelo visto no início dos trabalhos,
ele já está escolhido. Também argentino e canhoto.
Federico
Mancuello foi contratado no início de 2016 porque a ideia de Muricy Ramalho era
montar um meio-campo sem o típico camisa dez num 4-3-3 inspirado no Barcelona.
O argentino não é volante nem meia, mas um meio-campista de área a área.
Com o
time claudicante, os próprios problemas físicos e depois a chegada de Diego,
Mancuello perdeu espaço. Mesmo sendo um dos melhores finalizadores do elenco.
Com o time titular sofrendo para ir às redes no Brasileiro parecia um absurdo.
Ainda mais porque, quando entrou, o argentino fez gols importantes, contra
Atlético-PR, Cruzeiro e Chapecoense.
O
problema era a adaptação à função pelo lado. Mancuello entrava bem na vaga de
Márcio Araújo, com o time precisando atacar. Quando testado na ponta tinha
dificuldades. Sem tempo para trabalhar com viagens e jogos decisivos, Zé
Ricardo arquivou a ideia depois da atuação coletiva ruim no primeiro tempo dos
2 a 2 contra o Corinthians na volta ao Maracanã, com Mancuello pela esquerda.
Até tentou um losango no meio contra o Coritiba, mas o desempenho também não
agradou.
Agora,
com calma e a vontade do jogador de tentar novamente, mas principalmente pelo
”fator Conca”, Zé Ricardo testa Mancuello nos treinos aberto pela direita. A
ideia é que ele corte para dentro com a canhota, se junte a Diego no centro e
deixe o corredor para o apoio de Pará ou mesmo Arão. Do lado oposto, Everton
fica mais aberto e usa a velocidade, até porque Jorge é um lateral que ataca
mais por dentro, não busca tanto o fundo.
A
recomposição e a pressão no campo de ataque também precisam ser repensadas sem
a intensidade e a rapidez de um ponteiro velocista como Gabriel, Fernandinho ou
Cirino. Talvez sacrificar um pouco Pará, Arão e o volante mais plantado, que
deve ser Romulo, para ganhar criatividade e poder de fogo na frente.
Sem
tanta pressão no início do ano é possível experimentar mais, enquanto o clube
não contrata o atacante de lado mais agudo, que ainda pode ser Berrío ou
Vargas. Por isso Mancuello é a novidade na base mantida para 2017. O ”dublê”
de Conca.

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