Zico defende Zé Ricardo no Flamengo: “Quem ganha jogo é jogador”

LANCE:
Não há clubismo que sobreviva à presença de Arthur Antunes de Coimbra. É
indiscutível que o Zico é ídolo de todos os torcedores, rubro-negros ou não. A
maestria e habilidade que tocava a bola em campo, desde os seus 14 anos, não
deixa sobrar dúvidas de que a idolatria ao Galinho de Quintino é mais do que
merecida. É tão importante na história do futebol que ganhou sua própria era,
entre 1978 e 1983, quando conquistou o Campeonato Brasileiro, Libertadores,
Mundial, além de campeonatos estaduais. Marcou sua geração, surpreendeu a
anterior, e encorajou a seguinte.
Pequeno
e franzino, não demorou para se tornar Arthurzinho e, em seguida, Arthurzico,
até que sua prima Ermelinda passou a chamá-lo de Zico. Antes de ser chamado
para atuar no futebol de campo do Flamengo, Zico fazia parte de um pequeno time
de futsal, o Juventude de Quintino, no bairro de Quintino, localizado na zona
norte do Rio de Janeiro.
Já na
equipe rubro-negra, ganhou espaço no time profissional em 1971 e foi fazendo
história desde então. O que importa é que enquanto houver fã de Zico para
contar suas histórias, sua idolatria há de permanecer.
Ao ver
a descrição de um ídolo, a primeira ideia que vem a cabeça é de que ele é um
ser intocável. Alguém inalcançável, inacessível tamanha sua importância para
uma Nação. Engana-se quem pensa assim. Muito descontraído, Zico recebeu a
equipe do Lance! em seu camarim, no evento onde foi homenageado pela turma de
comportamento organizacional da UFRJ.
Em
março de 2017, Zico assumiu uma nova posição: o ídolo agora está em frente às
câmeras. Em seu canal no YouTube, Zico entrevista personalidades do esporte e
da música, no quadro “De papo com o Galinho”. Além das entrevistas, o
ídolo rubro-negro também promove desafios com grandes nomes do esporte. No
quadro “Desafio na Gaveta”, Zico enfrenta outros atletas em disputas
esportivas. Outro quadro que também faz parte do seu canal é o “Caderno do
Galinho”, onde o ex-jogador relembra suas melhores histórias.
Em
frente às câmeras…
Zico
não está tomando esse papel pela primeira vez. Em 2011, o craque foi convidado
pelo Esporte Interativo para ter seu próprio programa no canal. No Zico na
área, dividia a apresentação com o jornalista Mauro Beting e recebiam
semanalmente um convidado para um papo descontraído sobre esporte. No entanto,
após algumas semanas, Mauro Beting se retirou do programa, o que causou certo
incômodo ao Galinho.

Ficou revezando muito, então eu que fiquei praticamente como apresentador. E
essa coisa de alguém ficar te falando coisa no ouvido, não é comigo. Ainda tem
que fazer slogan da televisão… Isso aí não é a minha praia ― comentou Zico.
A
torcida me surpreendeu em vários jogos. Nos jogos em que o Flamengo estava
mandando bem, a torcida fazia festa. Eles confiavam no time. Sabiam que a gente
podia dar a volta por cima. A torcida me surpreendeu em vários jogos. Nos jogos
em que o Flamengo estava mandando bem, a torcida fazia festa. Eles confiavam no
time. Sabiam que a gente podia dar a volta por cima.
Sobre a nova casa…
Zico
relembrou bons momentos vivido no antigo estádio Luso Brasileiro, atual Ilha do
Urubu, casa do Flamengo. O Galinho de Quintino já fez gol olímpico no estádio e
conta que gostava de usar o vento à seu favor.
― A
gente sabia que tinha um vento lá e batia de acordo com ele para fazer a curva
e levar a bola para dentro do gol ― relembrou Zico, ao falar do gol olímpico
anotado contra a Portuguesa, em 1982.

― Na época que eu jogava, o problema era o
campo, porque era cheio de buracos e muita ventania. Uma vez, jogando pelo
juvenil, faltavam dez minutos, começou a ventar e eu fiz quatro gols. Nós
ganhamos de 4 a 0. Hoje, ali é fechado, então não tem nenhuma influência. O
campo está bom, a iluminação também, a torcida tem um bom espaço ― contou o
craque.

Zico
saiu em defesa de Zé Ricardo e lamentou a supervalorização de alguns
treinadores no Brasil, enquanto outros não recebem o valor que merecem.
“O
Zé Ricardo é um ótimo técnico e vai ter os acertos e erros normais de quem está
começando. O problema é que hoje, no Brasil, assim como estão derrubando muitos
treinadores, estão valorizando demais outros. Quem ganha jogo é jogador. Então,
se os jogadores quiserem, dão a volta por cima”.
“Todo grande jogador faz diferença
quando sai”


Após
realizar cirurgia no joelho, o meia Diego Ribas desfalcou o Flamengo durante
quase dois meses. Neste período de tempo, a equipe rubro-negra foi eliminada da
Libertadores e teve uma sequência de falhas em partidas importantes. Zico
analisa a ausência de Diego na equipe e garante que todo bom jogador faz falta.
― O
Diego é um jogador que melhora a qualidade, a técnica do time, que ordena e
vislumbra as jogadas, é natural que isso aconteça. Todo time, por melhor que
seja, sente a falta do seu grande jogador.


Vinicius
Júnior teve inúmeras atuações de destaque na base do Flamengo, tanto que foi
convocado para a Seleção Brasileira sub-15 e sub-17. Seu futebol passou a ser
visto pelo mundo inteiro. O Real Madrid saiu na frente e comprou o jogador por 45
milhões de euros, a segunda maior venda de um clube do Brasil, ficando atrás
apenas de Neymar. Entretanto, o jovem ponta-esquerda só será transferido para o
clube espanhol quando completar 18 anos. Apesar da pouca idade, o maior camisa
10 do Flamengo garante que Vinicius Junior tem chances de conquistar uma vaga
na Seleção de 2018.

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