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Maior legado de Eurico foi deixar o Vasco como maior rival do Flamengo

BLOG DO PVC: De toda a trajetória controversa de Eurico Miranda como dirigente de futebol, a coisa de que mais se orgulhou era impossível desmentir: “Eu fiz o Vasco ser o grande rival.” Eurico falava sobre o Flamengo e como passou a ser vital, para uma geração de rubro-negros, vencer o Vasco.

A história do futebol do Rio é feita de fase diferentes. Para a geração 1968, o grande clássico era Flamengo x Botafogo. Para uma geração do início dos anos 1980, o Fla-Flu e as finais de Assis contra Raul e Fillol são lembradas. Do meio da década de 80 para cá, Vasco x Flamengo é o clássico mais esperado.

Para vascaínos e rubro-negros, o Clássico dos Milhões passou a ser um campeonato à parte. Para os flamenguistas, porque o Vasco ganhava o Brasileiro, a Libertadores e ao Flamengo restava vencer o rival e o estadual. Eurico morreu nesta terça-feira (12) com um profundo orgulho de ter tornado o Vasco o adversário a ser batido. O mais temido.

Isto aconteceu, em grande parte, durante sua gestão como vice-presidente de futebol. Antônio Soares Calçada era o mandatário e Eurico o manda-chuva, no futebol.

Nesse período, foi bicampeão carioca 1987/88, tricampeão em 1992/93/94, novamente em 1998, venceu os Brasileiros de 1989, 1997 e 2000, a Libertadores de 1998. Como presidente, ganhou os estaduais de 2003, 2015, 2016. De tudo o que aconteceu ao futebol brasileiro no período em que Eurico Miranda mandou, há muita coisa para se discutir. Inclusive quando se diz que fazia mal ao futebol brasileiro, mas bem ao Vasco. Ora, uma coisa desmente a outra. Mas seu orgulho cruzmaltino é impossível negar.

Eurico Miranda morre aos 74 anos

O mais icônico dirigente do Vasco saiu de cena nesta terça-feira. Aos 74 anos, Eurico Miranda morreu em um hospital na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, vítima de câncer no cérebro. Atualmente, ele estava no cargo de presidente do Conselho de Beneméritos do clube. Ele deixa quatro filhos.

Nos últimos meses, Eurico não fez aparições públicas. Seu estado de saúde se agravou, inclusive com dificuldade para se alimentar. A família montou uma UTI em casa, com home care, com enfermeiras se revezando para cuidar da saúde do dirigente. Visitas, inclusive das pessoas mais próximas, eram controladas pela família.

Eurico em uma de suas últimas visitas a São Januário em jogo do Vasco — Foto: André Durão / GloboEsporte.com

De ambulância, ele foi levado ao hospital na manhã desta terça. Lá não resistiu e morreu no início da tarde.

Em novembro, numa reunião do Conselho Deliberativo, já bastante debilitado, precisou de ajuda para se levantar e puxar o grito de Casaca, uma tradição do Vasco à qual se habituou a liderar.

No mesmo evento, Eurico anunciou que diminuiria a frequência de suas visitas ao Vasco e se limitaria a reuniões do Conselho de Beneméritos e do Conselho Deliberativo. Ele havia dispensado seguranças e motoristas.

Eurico se encontrava em estado debilitado desde o início de 2018. Mesmo assim, foi figura presente em jogos do Vasco em São Januário – chegou até mesmo a ir aos treinos do elenco no CT do Almirante, em Vargem Pequena.

Antes da atual doença, o dirigente conseguiu superar um câncer na bexiga e outro no pulmão. Nos últimos meses, andava de cadeira de rodas. Recentemente, passou a se tratar em casa, com idas frequentes ao médico.

Euricio foi presidente do Vasco em dois períodos: de 2003 a 2008, e de 2015 a 2017. Também foi vice-presidente de futebol do clube entre 1990 e 2002, tendo participado do período de maiores conquistas do clube, como o Campeonato Brasileiro de 1997, a Copa Libertadores de 1998, a Copa João Havelange de 2000 e a Copa Mercosul de 2000.

Por: GE


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