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Dia do goleiro: relembre grandes paredões rubro-negros

26 de abril é dia de reconhecer os bravos guerreiros que adotam a posição mais ingrata do futebol. O goleiro vive a solidão da pequena área e é, por natureza, um maluco. Mais do que o atleta de qualquer outra posição, carrega um peso: o mínimo erro tem consequências catastróficas.

O Flamengo é vanguardista entre goleiros. Uma escola que formou alguns dos maiores nomes do futebol brasileiro. O Manto Sagrado já foi defendido com raça, amor e paixão por paredões intransponíveis e hoje é dia de homenageá-los.

Fernandinho A história profissional começa com Fernandinho. Fernando Ferreira Botelho foi um monumento à história do Flamengo: nascido em 1913, se tornou goleiro rubro-negro em 1931. Ele era o titular da posição quando o futebol se tornou profissional no Brasil, em 1933, e continuou defendendo a meta até o ano seguinte, quando um problema no joelho o obrigou a se aposentar. Ainda criança, em 1919, assistiu a uma derrota para o Fluminense. Se vingou ao longo da carreira: em quatro anos, jamais foi derrotado pelo rival. O ídolo viveu até os 105 anos e faleceu em julho de 2018 – sem jamais ter visto seu maior amor jogando uma segunda divisão.

Ubirajara É reconhecido pelo Guinness Book por seu recorde: primeiro goleiro na história a anotar um gol com bola rolando. Em 19 de setembro de 1970, o Flamengo vencia o Madureira por 1 a 0 no Estádio Luso-Brasileiro. Da sua área, o goleiro chutou. A bola atravessou o campo e balançou a rede adversária. O craque ainda voltou ao clube entre 1999 e 2005, quando trabalhou como treinador de goleiros. Assim, passou seus ensinamentos e ajudou a formar grandes nomes, como Júlio César.

Raul Em dezembro de 81 botamos os ingleses na roda. Aquela seleção começava com um goleiraço: Raul. O camisa 1 chegou ao Mengão depois de já ter se consagrado no Cruzeiro e não demorou para conquistar a confiança da Maior Torcida do Mundo. O ídolo das camisas amarelas – uma invenção dele que se tornou talismã pessoal – desembarcou no Rubro-Negro em 1978 e ficou até 1983, quando se aposentou. No caminho, quatro campeonatos cariocas, três brasileiros, a Libertadores e o Mundial.

Julio Cesar Nos piores momentos da história, o Flamengo teve um herói para segurar as pontas. Julio Cesar nasceu Flamengo e chegou ao Mais Querido em 1991, com apenas 12 anos. Se destacou na base e já com 17 anos integrava o elenco profissional. Em sua estreia, em 1997, pegou pênalti em um Fla x Flu – já dava pra saber que um ídolo estava vestindo a camisa do Flamengo. Se firmou de vez em 2000 e ficou no Mengão até 2004, quando foi conquistar a Europa. Foi parte importantíssima do título carioca de 2001 e peça fundamental para evitar o rebaixamento em anos turbulentos. Jogou na Itália, na Inglaterra, em Portugal. Foi melhor goleiro do mundo, disputou duas Copas e voltou para sua casa: em 2018, se despediu do futebol vestindo o Manto Sagrado diante de um Maracanã lotado de fãs emocionados que assistiram a uma atuação de gala.

Diego Alves Hoje, o Flamengo está em boas mãos – literalmente. Diego Alves veste a camisa 1 e é reconhecido como um dos melhores goleiros das Américas. Depois de se consagrar como um dos maiores pegadores de pênaltis do futebol moderno – jogando na Espanha, defendeu penalidades de Messi, Cristiano Ronaldo, Griezmann e mais -, se tornou um líder no elenco do Flamengo e se destaca jogo após jogo com defesas quase impossíveis. Seu substituto imediato é César – mais um cria da base. O camisa 37 se destacou na Copa São Paulo de Juniores em 2011, mas só ganhou espaço no Flamengo em 2017. Na época, era o quarto goleiro, mas recebeu a responsabilidade de defender o Flamengo após problemas com os outros três. Não tremeu, pegou pênalti e segue, até hoje, mostrando cada vez mais que merece a confiança da Nação Rubro-Negra.

Por: Coluna do Fla

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