domingo, setembro 20, 2020
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Relembre pontos perdidos por bobeira que fariam do Flamengo líder.

GLOBO
ESPORTE
: Neste sábado, às 18h30 (de Brasília), em Cariacica, diante do
Atlético-PR, o Flamengo se despede do primeiro turno com a sensação de que
encerra a primeira parte da competição mais forte e respeitado. De um time com
poucas opções na zaga e afundado na crise por três eliminações consecutivas, o
Rubro-Negro tornou-se consistente e se credenciou às brigas por Libertadores e
pelo título.
A
situação do atual sexto colocado, com 31 pontos, porém, poderia ser bem melhor
caso não tivesse “entregado” três partidas em que estava muito perto
da vitória e se o juiz do empate por 0 a 0 com o Santos assinalasse pênalti de
Caju no último lance do duelo – claro que existia a possibilidade de a
penalidade ser desperdiçada. A reportagem do GloboEsporte.com elegeu os nove
pontos desperdiçados, que, se tivessem sido conquistados, deixariam a equipe na
liderança isolada do Brasileirão.
Confira
abaixo:
9ª RODADA: FLAMENGO 2X2 SÃO PAULO

Melhor
do que seu adversário durante a maior parte do duelo disputado no Mané Garrincha,
apesar de o primeiro gol  são-paulino
sair após erro de Réver, o Flamengo tinha a faca e o queijo na mão. Aos 22
minutos da etapa final, com 2 a 2 no placar, Calleri foi expulso por
reclamação, e o Rubro-Negro avançou com tudo, mas a grande chance só veio aos
48 minutos do segundo tempo. Pênalti sofrido por Emerson, e Alan Patrick na
cobrança. Melhor jogador do time àquela altura, o meia bateu mal e jogou para
fora a bola e a vitória certa. No confronto, o Fla teve 64% de posse de bola e
finalizou 19 vezes, 12 a mais que o São Paulo.
11ª RODADA: FLAMENGO 1X2 FLUMINENSE

Novamente
como mandante, mas desta vez em Natal, o Flamengo fez um primeiro tempo muito
bom contra o Fluminense, imprensando o rival em seu campo de defesa. Outra vez
bem na armação e na proteção da bola, Alan Patrick voltou a pecar na frente do
goleiro e perdeu duas ótimas chances na etapa inicial, mas nesta partida não
foi ele o maior culpado.
Na
volta do intervalo, o Flu abriu placar em lance infeliz de Willian Arão, que
cabeceou contra o próprio patrimônio. O Rubro-Negro não tardou a acordar e logo
empatou. Com a posse de bola e levando sustos apenas nos contra-ataques, a
virada do time de Zé Ricardo parecia iminente, mas aos 30 minutos uma ducha de
água fria. Rafael Vaz, que iniciava bem sua trajetória no clube, entregou de
bandeja para Richarlison colocar o Flu na frente. Um lance daqueles para frear
qualquer tipo de reação. Embora não tenha nem empatado, era jogo para vencer.
Teve 61% de posse de bola e 20 finalizações, seis destas com Patrick.
15ª RODADA: BOTAFOGO 3X3 FLAMENGO

De
todos os jogos em que vacilou, o empate por 3 a 3 com o Botafogo talvez tenha
sido aquele em que o Flamengo jogou menos bola. Porém, num confronto ruim
tecnicamente, Rubro-Negro se sobressaía. Abriu 3 a 1 aos 22 minutos e sustentou
a vantagem por outros 12. Àquela altura, Zé Ricardo já havia alterado a
formação do time, do 4-3-3 para o 4-4-2, com Canteros substituindo Marcelo
Cirino.
No
momento em que Neilton diminuiu para o Botafogo, o volante Cuéllar já estava à
beira do campo para entrar no lugar de Everton. Em vez de desistir da mexida e
manter um time minimamente criativo no meio-campo, Zé confirmou a troca,
apostou no 4-5-1 e chamou o Alvinegro para seu campo de defesa. Não deu outra:
aos 37, Salgueiro deixou tudo igual. Por pouco a reação do rival não causou
danos maiores. Dessa vez o Flamengo teve menos posse de bola (49%), finalizou
menos (9 a 16), mas a entrega foi imperdoável, e o técnico terminou como o
principal culpado pelo resultado.
18ª RODADA: SANTOS 0X0 FLA – NA CONTA DO
JUIZ


Na
partida entre as quatro em que mais correu risco de perder, já que o Santos era
perigoso nos contra-ataques, o Flamengo teve por duas vezes a “bola do
jogo”. Aos 46 minutos da etapa final, Adryan achou Mancuello com ótimo
passe, mas o argentino perdeu o lance porque a bola caiu no “pé
errado” – ele é canhoto e errou o arremate de direita. No lance seguinte,
o último do confronto, o juiz Dewson Fernando Freitas errou feio ao não marcar
pênalti de Caju, que desviou cabeçada de Fernandinho com o braço esquerdo – o
comentarista de arbitragem da TV Globo no duelo, Paulo César de Oliveira,
afirmou que Dewson deveria assinalar a falta. O Flamengo novamente foi superior
na posse de bola (61%) e finalizou seis vezes (16 a 10) mais que o Santos.

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