quinta-feira, outubro 1, 2020
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Wallim fala sobre Marketing, Finanças e Política do Fla.

Blog
Teoria dos Jogos – Na noite de ontem aconteceu, via Hang Out do Google, a
entrevista mais abrangente com Wallim Vasconcellos desde o início do processo
eleitoral no Flamengo. O candidato, principal representante da “oposição” ao
presidente Eduardo Bandeira de Mello, falou com exclusividade às Embaixadas
Rubro-Negras, muito bem representadas na figura de Rodrigo Fortuna (presidente
da Fla-Sampa). Por considerar as temáticas importantes e o debate de ideias
democrático, o Blog Teoria dos Jogos abre espaço para a divulgação da
entrevista, transcrevendo seus highlights aos interessados.
O
bate-papo na íntegra (“Hang Out Embaixadas – Entrevista com Wallim
Vasconcellos”) pode ser acessado clicando na imagem abaixo:
Com
a devida transcrição de seus melhores momentos:
MARKETING
Departamento
de marketing: Wallim diz que este talvez seja o departamento mais importante ao
produzir receitas para o futebol, clube social e esportes olímpicos. Com a
volta de BAP (Luiz Eduardo Baptista, ex-vice presidente da pasta), o candidato
promete uma melhoria nas ações (embora não diga quais) e uma grande
reformulação entre os profissionais que o integram.
Projeto
sócio-torcedor: Afirma não acreditar na viabilidade de uma parceria com os
patrocinadores (Tim e Caixa) para fomentar o projeto Nação Rubro Negra. Alega
que Caixa e Bradesco não quiseram lançar cartões de crédito com a marca do
clube, indo em direção oposta ao que o próprio Wallim acreditava. Expõe ainda o
pensamento de que doações necessitam de contrapartidas.
Rodrigo
Fortuna rebate com dados de uma pesquisa de sua autoria, em parceria com a
Trevisan Escola de Negócios e o Instituto Brasileiro de Gestão e Marketing
Esportivo (IBGME). Nela, identificou-se que 70% da base de torcedores
rubro-negros fora do Rio possui conta na Caixa, celular da Tim ou ambos. O
entrevistador sugere cobranças na fatura ou descontos em débito automático como
forma de se catapultar a base de contribuintes. Wallim determina considerar a
proposta, desde que operacional e economicamente viável.
Relacionamento
com jogadores em ações de marketing: Rodrigo diz haver críticas quanto ao
comportamento de atletas e comissão técnica nas ações do departamento futebol
em favor do marketing. Wallim diz que esta resistência também é alvo de
críticas de BAP, que não entende a razão e se sente incomodado. Cita como
exemplo uma negativa dos jogadores em visitarem o Hospital do Câncer. Promete
modificar esta mentalidade, sem esclarecer os meios.
Escolinhas
Fla: Wallim alega haver contrato em vigor cedendo a exploração das escolinhas
por cinco anos – direito cedido ao final da administração Patricia Amorim. Se
diz descontente pela falta de aproveitamento de alunos nas divisões de base do
Flamengo, e propõe que ex-jogadores coordenem o projeto.
Lojas
oficiais: Propõe a elaboração de estudos de mercado visando o melhor modelo de
franqueamento, mesmo baseado na experiência de outros clubes. Sugere análises
de demanda que indiquem os mercados mais promissores, incluindo negativas para
possíveis interessados em cidades onde a base de torcedores não permita ao
negócio prosperar.
FINANÇAS
Manutenção
dos contratos de patrocínio: Wallim demonstra pessimismo com relação à
renovação dos atuais contratos. Diz que o aumento das cotas de televisionamento
para 2016 ajudam como um “colchão de emergência”. Refuta que tenha dito que os
patrocinadores deixarão o clube com a saída dos nomes de sua chapa, mas presume
que a volta de “antigos elementos” repeliria anunciantes.
Investir
em estrutura ou no futebol: Ressalta que o futebol precisa ser priorizado nos
próximos três anos, embora afirme ser vital finalizar o CT no mesmo período.
Revela que sua diretoria “batera à porta da Caixa” pedindo financiamento para
finalizar o Ninho do Urubu, num investimento estimado em R$ 30 milhões. Promete
alternativas para a construção do estádio em regiões centrais e que sejam
abastecidas por transporte coletivo (citando o Porto Maravilha).
Comitê
Gestor do Futebol: O candidato fala que o Comitê é necessário, mas não nos
moldes atuais. Alega que ele abrange muita gente (“seis, sete pessoas”) e que
“onde muita gente manda, ninguém manda”. Acha que este papel caberia ao diretor
executivo do futebol, junto a um representante do marketing e outro das
finanças, rejeitando que contratações partam do treinador.
ESPORTES OLÍMPICOS
Dificuldade
na captação de recursos: Diz ser inaceitável que R$ 400 milhões em recursos
destinados aos esportes olímpicos pelo Governo Federal não cheguem aos clubes,
verdadeiros formadores dos atletas. Wallim defende uma postura drástica por
parte dos clubes à mesa de negociações com o governo. Cita como exemplo das
dificuldades o fato de o Flamengo não ter conseguido patrocinador disposto a
arcar com R$ 1 milhão na formação de um time para a Superliga de vôlei. Reforça
a importância do relacionamento no mercado, colocando Estácio e Sky
(patrocinadores do basquete rubro-negro) como frutos destes contatos. Rejeita
ainda uma declaração de Eduardo Bandeira de Mello de que “as empresas
procurariam o Flamengo” visando patrociná-lo.
EMBAIXADAS
Aproximação
com as Embaixadas: Wallim alega não saber por que o projeto das Embaixadas não
se aprofundou como deveria, reconhecendo-as como fundamentais no processo de
difusão da imagem e catalisação de sócios-torcedores. Confessa ter conversado
com Mário Cruz, um dos elaboradores do projeto, convidando-o para gerir o
relacionamento com as Embaixadas, sem um plano de ação já estabelecido.
POLÍTICA
Interferências
clubísticas: Após pergunta de Rodrigo Fortuna sobre o fato de o time do coração
das autoridades cariocas interferirem em decisões contrárias ao clube, Wallim
sugere que se “teste” uma candidatura voltada à torcida rubro-negra já para as
próximas eleições. Diz ainda que é preciso conhecer quem são os parlamentares
flamenguistas, alegando que os pleitos do clube são legítimos e que não há nada
de errado neste tipo de lobby.
Relação
com Bandeira de Mello: Alega que a falta de decisões de grupo vindas do
presidente incomodou, a ponto de hoje apenas um integrante da chapa de 2012 se
dizer em dúvida quanto ao apoio a Wallim. Pondera ser possível uma
reaproximação, desde que não com “a postura de Bandeira de Mello no último
ano”, pois eles “não venceram as eleições com este discurso”.
E finalmente, uma pergunta enviada pelo
Blog Teoria dos Jogos:
Em
prol da despersonificação da gestão e em nome do tão falado colegiado – num
paralelo com o que sua chapa exigiu de Bandeira de Mello na reunião que selou o
rompimento: você seria capaz de, hoje, dar sua palavra no sentido de não
concorrer à reeleição?
Wallim
Vasconcellos: Dou minha palavra, pode gravar. Se eleito, serão só três anos. A
alternância de poder é sadia. Se Landim ou Tostes quisessem ter sido
presidentes no meu lugar, teria aberto mão de imediato. Todos estes: Landim,
Tostes, BAP, Gustavo Oliveira, Póvoa. Falei com todos e disseram que não
podiam. Se algum deles mudar de ideia e quiser ser candidato, abro mão agora.
Um
grande abraço e saudações!
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da coluna: [email protected]
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